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29/12 - Congresso Eucarístico

A fé que move homens e mulheres da nossa Igreja

Hoje no espaço conhecido por Papódromo aconteceu o encerramento Congresso Eucarístico e lá falei aos irmãos católicos sobre fé. Fé que nos move e fortalece a nossa igreja. Abaixo meu discurso:

Há 18 anos, o saudoso Papa João Paulo Segundo utilizava este mesmo espaço em que nos encontramos hoje para falar a milhares de natalenses, dentro do 12º Congresso Eucarístico Nacional.

Não poderia, portanto, ser mais especial o local onde hoje é promovido o encerramento deste 1º Congresso Eucarístico Missionário Arquidiocesano, o Cemar, que conclui este Ano Jubilar do Centenário da Diocese de Natal.

Diocese que, desde os anos 1960, já mostrava seu pioneirismo, quando sob a liderança de nosso queridíssimo Dom Eugênio Sales, então administrador apostólico da arquidiocese, deu início ao chamado Movimento de Natal.

Movimento que entre outras iniciativas deu origem, em 1962, à Campanha da Fraternidade. Experiência tão bem sucedida em terras potiguares que, dois anos depois, já ganhava abrangência nacional, abraçada pela CNBB.

Campanha que hoje já se transformou em um dos maiores movimentos de evangelização de todo o mundo.
E o pioneirismo da Arquidiocese também se comprovou, na mesma época, com a experiência que ficou conhecida como a das “Irmãs Vigárias”, freiras que administraram, a partir de 1963, as paróquias de Nossa Senhora do Ó, em Nísia Floresta, e de Nossa Senhora do Livramento, em Taipú.

Mulheres que não se limitaram à assistência religiosa, mas que atuaram também socialmente, levando informações e atendimentos de saúde a diversas famílias carentes, e mostrando a força e a importância das fieis, dentro da Igreja Católica.
Iniciativas adotadas antes mesmo das decisões tomadas pelo Concílio Vaticano Segundo, que só se encerrou em 1965. Uma prova do quanto nossos padres e bispos sempre se colocaram à frente de seu tempo, na defesa da fé e da própria igreja.

Igreja que, através do Papa Pio 10º, criou a Diocese de Natal em 1909 e elevada à arquidiocese em 1952. Igreja que, ao longo de todas essas décadas, foi fortalecida pela atuação de diversos nomes que não nos convêm aqui citar, pelo extenso da lista e pela imensa possibilidade de virmos a cometer a suprema injustiça de esquecer alguém.

E não foram apenas bispos e arcebispos, padres e freiras, os responsáveis pelo sucesso desse centenário, mas sim todos aqueles que contribuíram, mesmo das formas mais simples, com a construção e o crescimento físico e espiritual da diocese, hoje arquidiocese de nossa cidade.

Como todos os que trabalharam, defenderam e se alegraram com a beatificação dos bem-aventurados mártires de Cunhau e Uruaçu, os primeiros do Brasil, que deram suas vidas pela fé, quatro séculos e meio atrás, e que tiveram seu martírio reconhecido pelo Vaticano.

Foi graças a católicos como eles, que viveram antes mesmo de a Diocese de Natal existir, que estamos hoje comemorando essa história tão bonita. Cheia de nomes, mas que pode ser resumida, com o devido perdão dos demais, no de João Maria Cavalcanti de Brito, que entre os natalenses ficou conhecido apenas como “Padre João Maria”.

Um homem reconhecido pelo povo como santo, graças à generosidade e dedicação que demonstrou em toda sua vida, qualidades hoje em dia cada vez mais necessárias e valiosas a um bom cristão.

É relembrando o Padre João Maria e toda essa rica história de 100 anos, que só vem fortalecer o presente e nos fazer prever um belíssimo futuro para nossa arquidiocese, que agradeço a presença de todos vocês em nossa cidade.

Torço e rezo à nossa padroeira, Nossa Senhora da Apresentação, para que as discussões desses quatro dias de Congresso Eucarístico, que trataram de temas importantíssimos de nosso dia-a-dia, como a juventude e a família, façam florescer na alma de todos um novo espírito de paz, alegria e religiosidade. Para que em 2010 e em todos os anos que virão pela frente, tenhamos mais amor e fé no coração das pessoas.

Muito obrigada!